Você vem sempre com essa conversa de que eu não devo beber... Que a minha pressão dispara com o álcool, que os escândalos estão se repetindo e que, assim, estou “perdendo oportunidades na vida”.
E esses cigarros?
São eles que vão acabar comigo de vez, não é mesmo? Os brônquios encardidos como pano de chão, certo? E toda essa gordura? Vai entupir minhas veias e meu coração ficar como uma uva passa... confere?
Puxa, você parece conhecer muito bem o que me faz mal.
O que você conhece do que me faz bem?
Fernando Bonassi
Bem... não é meu mas já é alguma coisa.
posted by Juju 7:18 PM
28.1.04
Juro que vou atualizar o blog logo... prometo... me comprometo.
posted by Juju 1:29 PM
31.12.03
Ano Novo
Dizem que os anos ímpares são piores que os pares... eu que nunca tinha pensado nisso me pegei refletindo sobre tal... será mesmo?
Pelo sim, pelo não - desde de 1995 os anos ímpares têm sido punk e os pares mais calmos, iluminados, felizes.
2003 foi um ano punk. Passei metade do ano desempregada e a outra metade empregada numa escola bosta, meu pai continua no hospital, eu não tenho um puto,
estou longe de muitas pessoas queridas e não foi dessa vez que aconteceu o amor... apenas passagem de texto sem escolha de ator pro papel coadjuvante.
Não foi um ano de todo mal: conheci pessoas ótimas, li muito, ouvi músicas novas, deixei meu coração me levar por caminhos que eu não conhecia, fui pra São Paulo duas vezes, amei e fui muito amada pelos meus amigos.
2004 tem que ser melhor... sem expectativas irreais. Pedindo ao Papai do Céu e todos os anjinhos que 2004 seja melhor pra todos nós.
Vou ver se esse ano eu consigo ficar esperta e me preparar pra 2005 ( se é verdade essa história de par e ímpar).
"EU ESTOU PENSANDO EM VOCÊ
PENSANDO EM NUNCA MAIS
PENSAR EM TE ESQUECER
POIS QUANDO PENSO EM VOCÊ
É QUANDO NÃO ME SINTO SÓ
COM MINHAS LETRAS E CANÇÕES
COM O PERFUME DAS MANHÃS
COM A CHUVA DOS VERÕES
COM O DESENHO DAS MAÇÃS
COM VOCÊ ME SINTO BEM
EU ESTOU PENSANDO EM VOCÊ
PENSANDO EM NUNCA MAIS
TE ESQUECER"
Paulinho Moska
É assim mesmo... eu sou móbile no vento. Não vou ficar brigando comigo mais... dizem que não é importante entender tudo. Eu não vou ficar mais tentando entender. Eu gosto dela e é isso que importa. E vamos andando porque a fila anda.
Aproveitando o desastrado ano amoroso, mais uma musiquinha de coração partido:
50 Receitas
(Frejat, Leoni)
eu respiro tentando encher os pulmões de vida
mas ainda é difícil deixar a luz entrar
ainda sinto por dentro a dor dessa ferida
mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
eu queria manter cada corte em carne viva
minha dor em eterna exposição e
sair nos jornais e na televisão
só pra te enlouquecer até você me pedir perdão
eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
que só me lembram que nada vai resolver
porque tudo, tudo me traz você
e eu já não tenho pra onde correr
o que me dá raiva não é o que você fez de errado
seus muitos defeitos, nem você ter me deixado
nem o seu jeito fútil de falar da vida alheia
nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
o que me dá raiva são as flores e os dias de sol
e cada beijo teu e o que eu tinha sonhado pra nós
são seus olhos e mãos e o seu abraço protetor
é o que vai me faltar, o que fazer do meu amor?
eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
que só me lembram que nada vai resolver
porque tudo, tudo me traz você
e eu já não tenho pra onde correr
Esse não foi um ano perdido, tem que ser um pouco Poliana pra achar pontos positivos em todas as coisas, mas eu não estou com muita vontade disso não...
Pelo menos uma coisa positiva: eu estou livre de uma parte do passado... o Xis passou... E é lindo você encontrar uma pessoa que teve tanta importância na sua vida e que absorveu tanto tempo e amor e não sentir NADA por ela. Não lhe desejo mal nenhum, pelo contrário, espero que ele seja muito feliz... mas passou.
Das coisas que ainda são, dois textos:
“Olhe aqui, olhos de azeviche...” Bem que você me disse: olha, eu sou um pouco inconstante, daquela inconstância que você sabe bem descrever. Bem que você falou: não sabe se envolver, tem medo, bla bla... uma missa que eu já sabia de cor, mas que eu achei (coitada, sempre achando coisas) que o brilho dos seus olhos, seus arrepios, suas confissões (veladas, sempre) – achei que tudo isso e a possibilidade estivessem de mãos dadas.
Eu não vou ser o seu amor intelectual, não vou ser a sua consciência de mundo, não vou compactuar coma a frieza que você insiste em sentir nem ser cúmplice da sua vontade fugidia – do seu quero, não quero.
Admito a minha culpa: fui por que quis, fiz o que senti vontade e gosto de você por livre e espontânea vontade, mas das coisas que eu tenho aprendido, reciprocidade tem um peso gigante no meu vocabulário – e isso, isso que a gente quase teve, essa suposta pseudo-relação – ela pode ser recíproca no que concerne teoria. Eu não estudo no IESB, mas também acho teoria sem prática não muito boa idéia. Assumo: sou fêmea no cio, carente e até um pouco manhosa (do meu jeito). Assumo que preciso de toque, que acho sexo extremamente importante porque eu quero dar e sentir prazer com quem me apraz. Pode ser o ‘egoísmo’ dos meus vinte e poucos anos ou pode ser (e eu acredito mais nisso) prioridades: todas elas antes que você sequer tenha tempo pra ponderar que diabo é que você sente por mim.
Sei também que mesmo não sabendo o que eu quero, eu sei que eu não estou nem afim da montanha russa do bate e assopra de novo, mesmo porque esse papel já desempenharam na minha vida e eu sei que você saberia fazer diferente – achar um papel pra você que ninguém nunca desempenhou pra mim.
Eu não sei gostar aos poucos... eu não sei cair da escada... mas é que até pra chegar na nuvem, esse lance está enrolada demais, como diz a música: “você não tem medo de mim, você tem medo de você”.
Estou optando pelo aborto induzido – não quero pagar pra ver o que vai nascer dessa história. Vou sofrer precocemente (pelos sentimentos que foram alimentados pela minha mão e vontade). Uma vez refeita eu volto a acreditar no mundo, nas pessoas e na possibilidade de gostar uma próxima vez de quem gosta de mim.
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Retrato em Branco e Preto (Chico Buarque)
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E que, no entanto volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos triste, velhos fatos
Que num álbum de retratos eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras, versos, cartas
Minha cara, ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado de lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
É assim que eu ainda me sinto em relação a ela – é claro que o retrato é colorido e que eu a vejo em um fotolog e não em um álbum, mas o sentimento é igual: vira e mexe lá está ela a maltratar meu coração com memórias que eu insisto em colecionar.
Descobri há pouco que sou eu e somente eu a responsável pelos meus sentimentos e que se eu sinto sozinha, então, mais um motivo pra cultiva-lo do meu próprio jeito e à sua hora mata-lo com as minhas próprias mãos. Eu, mais que conscientemente, sei que ela (que nunca me quis) está dando à sua vida o andamento adequado: já se apaixonou várias e outras vezes por pessoas que já passaram (ou não) pela vida dela.
Já não me importo mais se ela vai saber disso ou não, não me importo em mostrar a dimensão dos meus sentimentos. A minha cabeça e as minhas dores e decepções prévias – ora comigo mesma, ora com ela – criaram em mim a capacidade de racionalizar as minhas ações em relação a ela. Quanto às reações – essas ainda são difíceis... Falta-me o ar, me queima o peito, me salta aos olhos... Nunca consigo me controlar... nunca.
Apesar disso tudo eu sou muito corajosa: continuo de peito aberto para as possibilidades, mesmo as mais suspeitas e improváveis, pra me provar que eu sou capaz de continuar sentindo e acreditando que uma hora, ele – o amor – vai acontecer pra mim e que apesar de efêmero vai ser lindo – como o amor tem que ser.
"eu, modo de usar" e "21 things I want in a lover"
me surpreenda com o óbvio,
já que este sempre me passa desapercebido
tenha os cabelos cumpridos o suficiente
para que eu possa entremear os meus dedos neles
e por favor, faça o mesmo nos meus
seja bela, mas não de uma beleza comercial
sussure no meu ouvido e prenda os meus lóbulos com os dentes e língua e respiração
sempre me atraio pelo conjunto
me faça rir mas não me conte piadas
tenha interesse pelo mundo mas muito mais pelas pessoas - pela alma das pessoas
leia seus próprios livros, releia-os
esteja aberta às possibilidades
me ouça com o coração
entenda os meus sinais e sorrisos, geralmente eles falam mais de mim do que eu mesma
saiba perder, ria de si mesma mas nunca se deprecie
receba meus elogios com um "obrigada" - o que sai da minha boca (e é bom) sempre vem do coração
se permita errar e aceite os meus erros
me abrace se eu chorar
tenha os seus amigos e se divirta muito com eles
me faça sentir saudades mas venha se eu pedir
olhe nos meus olhos
seja cheirosa, leia pra mim
se dê a chance de conhecer os meus gostos mas não se sinta obrigada a gostar das mesmas coisas que eu
me leia nas entrelinhas
e me beije muito: olhos, boca, lábios (todos)
se nada disso funcionar,
experimente me amar.
inspirado em Alanis e Martha Medeiros
posted by Juju 11:44 PM
9.12.03
A vida anda de um jeito confusa... papai está no hospital e ninguém sabe o que vai acontecer e aqui dentro do meu coração os ritmos não se encontram, os sentimentos muito menos...
Novamente a sensação de efêmero... de que cada momento não volta por pior ou melhor que tenha sido... novamente a saudade do sentimento de eterno...
Nem sei, ando meio assim assim
posted by Juju 1:58 PM
''I'll become what you became to me'' Goo Goo Dolls